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Pejotização na Radiologia: Precarização ou Nova Forma de Autonomia Profissional?

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 O modelo de contratação PJ (Pessoa Jurídica) já responde por uma parcela significativa das vagas abertas em serviços de Tomografia e Ressonância Magnética nos grandes centros — em alguns hospitais privados de São Paulo, chega a ser a modalidade padrão para tecnólogos e biomédicos plantonistas. Não é mais exceção: é tendência consolidada. A pergunta que este texto propõe não é "a pejotização é boa ou ruim", mas uma mais difícil: para quem ela funciona, e para quem ela precariza? O lado de quem defende o modelo PJ Profissionais com múltiplos vínculos, alta demanda de mercado e boa reputação técnica frequentemente relatam ganho real de renda líquida, jornadas mais flexíveis e liberdade para negociar plantões em diferentes instituições. Para esse perfil — geralmente já sênior, com especialização e portfólio consolidado —, a PJ funciona como uma extensão da autonomia que já tinham. O lado de quem é prejudicado Para profissionais recém-formados, sem poder de negociação individu...